quarta-feira, janeiro 06, 2010

Um ano que começa mal...

O líder da Al Qaeda não defende uma ideologia. Não é homem de esquerda, nunca foi marxista. Foi aliado dos Estados Unidos, no apoio aos talibãs, para o combate aos soviéticos no Afeganistão. Sua bandeira parece ter sido (se já deixou de ser) a da ortodoxia islâmica contra a opulência da dinastia saudita. O Ocidente se tornou seu alvo, por proteger os descendentes de Ibn Saud, no poder desde 1933. Além disso, há, ainda não claramente explicadas, suas relações mercantis com os Bush. O fato é que, não obstante os grandes interesses econômicos e estratégicos dos Estados Unidos e seus aliados, a guerra, como os Estados Unidos a mostram, parece ser, nesta fase, a de um homem, em algum lugar do mundo, contra um grande império. Não se sabe onde esse homem se encontra, nem mesmo se está vivo, e não seria surpresa se estivesse comandando tudo de um apartamento de Manhattan. Seu nome passou a ser um símbolo. Odiá-lo é fácil, encontrá-lo está sendo difícil; vencê-lo parece improvável. Hitler foi vencido em menos de seis anos: há nove anos, Bin Laden passou a ser o inimigo número 1 dos Estados Unidos e, em seguida, de seus aliados europeus.

o resto aqui - do Mauro Santayana no JbOnline