quinta-feira, janeiro 21, 2010

rumo ao Haiti

É constrangedor que tenhamos uma taxa de repetência e evasão quatro vezes a média da América Latina. Esse constrangimento será ainda maior se compararmos os nossos números com os do Chile e da Argentina. No caso argentino, a política neoliberal contribuiu para rápida deterioração do sistema educativo, que foi modelo no continente até os anos 60. Mesmo assim, seu índice negativo é três vezes menor do que o do Brasil (6,6% contra 18,7% de nosso país).

É verdade inegável que a ignorância é irmã siamesa da miséria. A indigência do Haiti – que a fatalidade do terremoto está expondo ao mundo – se explica pelo índice de quase 80% de analfabetos. O Brasil conseguiu aumentar expressivamente o número de vagas e, nos últimos anos, com o incentivo das bolsas contra a pobreza, a frequência escolar. Mas o conteúdo continua pobre. Só algumas escolas elementares de excelência, muitas delas experimentais, conseguem realmente ensinar a ler, a escrever, a contar – e a pensar.

o resto aqui - Mauro Santayana - no JbOnline.