Arruda, Filipelli e Agnelo, a coalizão
A coluna desta quarta
Tal como o ditado popular vão-se os anéis, ficam os dedos, nenhuma expressão é mais plausível para o cenário que se costura em Brasília no pós-Arrudagate. O PT vai lançar seu candidato ao governo do Distrito Federal, o ex-ministro do Esporte Agnelo Queiroz, recém-chegado do PCdoB. E quem aparece agora para vice dele? O deputado federal Tadeu Filipelli, do PMDB – o aliado de todas as horas de José Roberto Arruda (sem partido), ainda governador. Antes, Filipelli tinha acordo fechado com Arruda para ser o candidato ao Senado por sua chapa à reeleição. O escândalo tratou de redirecionar os acertos. Agora, PT e PMDB, em prol do palanque presidencial de Dilma Rousseff, podem unir Agnelo e Filipelli, com Arruda de carona, de longe ou de perto.
Camaradas
Fiel ao companheiro Arruda, Filipelli não dá um passo nas negociações com o PT sem falar com o governador.
O elo
Daí Arruda negociar discretamente com o PT, para ajudar o partido contra o DEM, como noticiado na coluna. Mal ou bem, o governador vai tratando de seu futuro – ou sobrevida política.
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