Fwd: O empresário nos porões da ditadura
29/12/2009 - 00:24 | Enviado por: cristianklein
Por Cristian Klein
Uma bela surpresa, tanto pela forma quanto pelo conteúdo, o documentário Cidadão Boilesen, que estreou neste fim de semana, é desde já uma referência obrigatória na filmografia sobre os anos de chumbo do regime militar. Mais que apenas a história do personagem complexo, ambíguo, boa-praça e maligno, que foi o industrial Henning Boilesen, entusiasta e apoiador ativo da repressão política e da tortura, o longa-metragem joga luz sobre a até hoje pouco comentada colaboração do empresariado com a ditadura.
Dinamarquês que veio para o Brasil com uma mão na frente e outra atrás, Henning Albert Boilesen teve uma ascensão meteórica em sua carreira profissional, até se tornar presidente do grupo Ultra, conglomerado famoso pela rede de eletrodomésticos Ultralar e pela distribuidora de gás de cozinha Ultragaz. Anticomunista radical, Boilesen empenhou-se pessoalmente na arrecadação de fundos entre empresários para financiar a Operação Bandeirantes (Oban), criada pelos militares para eliminar a guerrilha urbana, que reagia ao endurecimento do regime, depois da decretação do AI-5.
Uma bela surpresa, tanto pela forma quanto pelo conteúdo, o documentário Cidadão Boilesen, que estreou neste fim de semana, é desde já uma referência obrigatória na filmografia sobre os anos de chumbo do regime militar. Mais que apenas a história do personagem complexo, ambíguo, boa-praça e maligno, que foi o industrial Henning Boilesen, entusiasta e apoiador ativo da repressão política e da tortura, o longa-metragem joga luz sobre a até hoje pouco comentada colaboração do empresariado com a ditadura.
Dinamarquês que veio para o Brasil com uma mão na frente e outra atrás, Henning Albert Boilesen teve uma ascensão meteórica em sua carreira profissional, até se tornar presidente do grupo Ultra, conglomerado famoso pela rede de eletrodomésticos Ultralar e pela distribuidora de gás de cozinha Ultragaz. Anticomunista radical, Boilesen empenhou-se pessoalmente na arrecadação de fundos entre empresários para financiar a Operação Bandeirantes (Oban), criada pelos militares para eliminar a guerrilha urbana, que reagia ao endurecimento do regime, depois da decretação do AI-5.
o resto aqui - é do JbOnline
