quinta-feira, novembro 09, 2006

Sebastião Nery e o necessário....

O capim de Oliveira Bastos
 
José Candido de Carvalho, o romancista magnífico de "O coronel e o lobisomen", era diretor da Imprensa Oficial e de "O Estado", em Niterói, então capital do Estado do Rio, no começo da década de 50.
Oliveira Bastos chegou do Maranhão trazendo na mala a glória jovem e orgulhosa de crítico literário em São Luís. Precisava trabalhar, foi a Jorge de Lima. Jorge de Lima o mandou a José Candido, do outro lado das barcas. José Candido pôs Oliveira como redator de "O Estado". Um dia, mandou chamá-lo:
- Você está demitido. Volte para o Rio.
- Mas eu estou estudando. Não tenho outro emprego. Como é que vou pagar a pensão e comer, sem isso aqui? Não faça isso.
- Você está cometendo um crime. É um rapaz de talento, escreve muito bem, tem uma cultura literária fora do comum e quer ficar enterrado aqui neste jornalzinho? Não vou permitir. Volte para o Rio, vá cuidar de sua vida.
- Mas como é que vou comer?
- Coma capim, mas não coma seu talento.

Uma semana depois, Oliveira Bastos estava no "Correio da Manhã".

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