sexta-feira, outubro 20, 2006

Mais Opus Dei e Chuchu, agora com pimenta...

Aviso: de fato na Época de 11/01/2006 vem uma matéria sobre a Opus Dei... Porém, não tive acesso a entrevista abaixo... Mas, o contribuinte, não é bobo...
 
Titulo da reportagem: "Ligações Poderosas".

ÉPOCA - A partir do final dos anos 80 a Universidade de Navarra, que é do Opus Dei, passou a dar cursos nas redações brasileiras. Como surgiu essa estratégia?
Carlos Alberto Di Franco - Vários professores de lá participaram de um seminário no Rio e chamaram atenção pela sua visão de jornalismo.
ÉPOCA - O Master em Jornalismo é uma estratégia do Opus Dei para influenciar a imprensa brasileira e da América latina?
Di Franco - Absolutamente nada a ver. É um trabalho profissional meu.
ÉPOCA - Quantos professores tem o Master e, destes, quantos são do Opus Dei?
Di Franco - Onze fixos, seis são da Obra.
ÉPOCA - Santo Escrivá, o fundador do Opus Dei, disse que era preciso embrulhar o mundo em papel-jornal...
Di Franco - Qualquer pessoa que pense dois minutos percebe que os meios de comunicação são um poderoso facho para o bem e para o mal.
ÉPOCA - O senhor publicou um artigo no jornal O Estado de S.Paulo criticando o Código da Vinci, um livro de ficção que mostra o Opus Dei como uma seita capaz de assassinar pessoas. O senhor assina o artigo como jornalista e professor de ética. O senhor não acha que deveria ter informado ao leitor que é um numerário?
Di Franco - Não, porque não acrescenta nada. Na mídia todo mundo sabe.
ÉPOCA - O senhor acredita que todos os leitores do jornal sabem?
Di Franco - Todos os leitores não, mas eu não sei o que ser membro do Opus Dei acrescenta ao meu currículo. O que eu fiz foi uma análise do Dan Brown mostrando a sua desonestidade intelectual que qualquer jornalista poderia fazer, budista ou ateu.
ÉPOCA - Como começaram as 'palestras do Morumbi?
Di Franco - Não é uma reunião regular, depende das agendas. O governador é cristão, muito católico.
ÉPOCA - De quem partiu essa idéia?
Di Franco - De uma conversa do governador com um sacerdote.
ÉPOCA - O padre José Teixeira, confessor do governador?
Di Franco - Isso, o padre Teixeira. Aí conversamos sobre a melhor maneira de fazer e sobre quem participaria. O grupo é formado por amigos comuns, todos católicos. Eu sou o palestrante. Uma coisa rápida, meia-hora, um cafezinho. A última foi em agosto ou setembro. Depois teríamos outra, mas eu não pude. Agora ele entrou em campanha. Acredito que no final de janeiro combinaremos a próxima.
ÉPOCA - Essas palestras são pagas?
Di Franco - Não é um trabalho profissional, é uma atividade de formação cristã.
ÉPOCA - O senhor não acha que a proibição de ir ao cinema, teatro ou estádio de futebol conflitua com seu trabalho de jornalista?
Di Franco - Para mim nunca foi problema. Não é que não pode, a expressão está mal colocada. Não vai ao cinema porque não quer ir ao cinema. Os numerários vivem, voluntariamente, uma série de abstenções em função de sua
entrega como numerários.
ÉPOCA - Como o senhor faz com o cilício?
Di Franco - O cilício é uma mortificação corporal tradicional na Igreja. Se você falar com qualquer pessoa que viva o cristianismo é a coisa mais corriqueira e comum.
ÉPOCA - O senhor usa? Duas horas por dia?
Di Franco - Sim, como qualquer numerário.
ÉPOCA - É muito difícil o celibato?
Di Franco - Qualquer pessoa tem desejo, é normal. Eu sinto atração pelas mulheres, claro que sinto, sobretudo pelas bonitas.
ÉPOCA - O senhor é virgem?
Di Franco - Você está entrando em território perigoso. Mas sou, se quer saber sou.